Apresentação do Programa Tóquio-2020 com a presença de três nadadores do CAR do Jamor

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O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta terça-feira, no CAR do Jamor, que mais importante do que os resultados à chegada dos atletas olímpicos e paralímpicos portugueses é o momento de partida para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

António Costa assumiu esta posição no final de uma sessão de apresentação dos preparativos das delegações olímpica e paralímpica de Portugal para as olimpíadas de Tóquio, num breve discurso em que destacou a importância do desporto e do espírito olímpico em termos de promoção da inclusão social, da igualdade e conhecimento científico, cerimónia em que a Federação Portuguesa de Natação (FPN) esteve representada pelo vice-presidente Jorge Cruz, acompanhado de três nadadores que integram o CAR Jamor: João Vital, Guilherme Pina e Beatriz Viegas; do nadador paralímpico David Grachat; dos treinadores Luís Cameira, Carlos Mota e Daniel Marinho e do fisioterapeuta Nuno Pina.

“Como dizia Fernando Pessoa, a maior vitória não é chegar, mas partir, porque esse é o momento mais difícil, onde se colocam questões como: Será que sou capaz? Será que vale a pena todo este enorme esforço nestes dois anos até Tóquio?”, referiu o líder do executivo, numa intervenção que se seguiu às do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e aos dos presidentes dos comités Paralímpico, José Manuel Lourenço, e Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino.

Em relação aos Jogos Olímpicos de 2020, António Costa defendeu que, “independentemente do resultado que cada um dos atletas vier a obter, o momento mais importante é mesmo o momento da partida”.

“E cada um dos dias que vão viver ao longo destes dois anos para que, chegados a Tóquio, sejam de facto mais rápidos, cheguem mais alto e estejam mais fortes. Convosco estará seguramente Portugal”, sustentou António Costa.

Na plateia, além do ministro da Educação, estavam também o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Moreis, o titular da pasta da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, bem como pelos secretários de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, e da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

Na sua intervenção, António Costa falou sempre em conjunto das delegações olímpica e paralímpica de Portugal.

“O movimento olímpico e paralímpico tem de conter uma mensagem muito forte de igualdade e de inclusão, porque se dirige a todos e a todos. Por isso, quisemos arrancar com este ciclo simultaneamente com os comités Olímpico e Paralímpico Português”, justificou.

Além das questões da igualdade e da inclusão, o líder do executivo referiu-se também aos progressos tecnológicos e científicos que resultaram da investigação em torno de modalidades de alta competição.

“O desporto não é só um fator de promoção externa do país, mas também um motor de conhecimento e de inovação”, sustentou, dando como exemplos empresas nacionais que se têm internacionalizado por causa do fabrico de novos materiais desportivos, ou de ‘startups’ portuguesas que se distinguiram com novos programas informáticos, sobretudo ao nível de tratamento de dados.

Durante a visita que efetuou ao Centro de Alto Rendimento do Complexo Desportivo do Jamor, o primeiro-ministro teve a companhia da antiga medalha de ouro da maratona e atual vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal, Rosa Mota, da judoca Telma Monteiro, do antigo velocista (medalha de prata dos 100 metros) Francis Obikwelu, entre outros atletas.

Ao longo de uma hora de percurso pelos ‘stands’ das diferentes modalidades olímpicas, António Costa teve a oportunidade de assistir a demonstrações de treino por parte de atletas com base na utilização de novas tecnologias, casos do atletismo e judo, ouviu explicações sobre novos materiais aplicados no desporto, como na canoagem e vela, e também experimentou dar uma tacada de golfe.

Créditos da foto: COP

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