Data histórica para a natação portuguesa… cinco alcançam mínimos olímpicos

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Basculhando no meu baú de memórias, encontrei um facto digno de registo que merece ser reforçado. Não foi há muito, foi precisamente no mês de abril de 1988, há precisamente 30 anos, em que todas as figuras intervenientes estão entre nós e que seja por muito mais tempo.

Aconteceu, num encontro realizado em Tenerife (Espanha), Torneio Internacional do Atlântico, onde na bela e linda ilha do Atlântico, no seu habitual torneio anual, ficou histórico para a natação portuguesa.

Foi uma jornada que ficou memorável para todos os cinco nadadores que obtiveram marcas que constituíram mínimos de participação para os Jogos Olímpicos de Seoul (Coreia do Sul).

Os cinco protagonistas desta façanha, que na altura deu muito que falar, por só numa competição, em que todos estavam nos seus picos das suas melhores performances, era o caso do Paulo Camacho, do Club Naval do Funchal, treinado pelo Prof. André Escórcio, na altura um dos nadadores com um maior ritmo de evolução, que se registava nos últimos três anos. Esteve em grande plano, conseguiu atingir os mínimos olímpicos na prova dos 100 mariposa com a excelente marca 57.0.

Para além da sua participação absoluta no torneio internacional, qualificou-se para a final e com certa surpresa quase geral venceu a prova.

Assim, o valoroso nadador da Região Autónoma da Madeira entrará para a história, não só no desporto nacional, como particular, naquela Região.

Ele, em conjunto com Mabílio Albuquerque, Sérgio Esteves, Henrique Villaret e Vasco Sousa, dois primeiros do FCP, Benfica e Fluvial, constituíam a estafeta nacional de 4×100 livres, que obtiveram mínimos olímpicos, facto que acontecia pela primeira vez na história da natação, em Portugal.

A estes juntaram-se assim ao grupo dos nadadores que já se encontravam numa pré-seleção para os Jogos Olímpicos, que era constituída pelos seguintes nadadores: Alexandre Yokochi, João Santos e Sandra Neves, todos do Benfica, treinados por Sintaro Yokochi, Artur Costa do Sporting e Rui Borges do FC Porto.

Referir na altura que esta equipa de natação foi a maior representação de sempre nacional, depois do atletismo, e a mais homogénea e a mais numerosa representação de sempre da natação portuguesa nuns Jogos Olímpicos.

Digno de referência era neste período a regência da modalidade que estava a cargo na altura de um presidente que já tinha muitos anos de tarimba e uma experiência muito elevada, na companhia de um gabinete técnico de muito elevado técnico, professores José António Sacadura e Vasconcelos Raposo.

José Vicente Moura, que dizia alto e bom som, na “Alta Competição a excelência de um bom trabalho se mede pelos resultados técnicos alcançados, então teremos de estar todos unidos e satisfeitos, talvez este sentimento contribuir para convencer os céticos que o futuro está ao nosso alcance se continuarmos sempre juntos!”

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