Estado vai assegurar aditamento de 650 mil euros ao Projeto Olímpico Rio-2016

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O Estado vai assumir uma verba suplementar de 650 mil euros de aditamento ao Projeto Olímpico Rio2016, ainda antes do final do ano em curso, assumiu, esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, reação assumida após uma nota subscrita por nove federações dava conta da inquietação pelo alegado ‘corte’, entre as quais a Federação Portuguesa de Natação.

João Paulo Ribeiro, que falou na tertúlia da Confederação do Desporto de Portugal, no Museu do Desporto, respondeu assim às dúvidas levantadas por um grupo de nove federações olímpicas, “apreensivas” pelo “corte de 50 por cento” das verbas a elas destinadas por parte do Comité Olímpico de Portugal (COP).

“O estado contratualiza com o COP o chamado Projeto Olímpico, onde determina quais são as verbas entregues para gerir todo o projeto de quatro anos dos ciclos olímpicos. O Projeto de preparação olímpico para o Rio2016 foi cumprido escrupulosamente”, garantiu o secretário de Estado.

“O que aconteceu foi que, por força de este ano um número não esperado de atletas ter integrado o plano de preparação olímpico, houve um défice de cerca de 650 mil euros, que o estado encontrou solução para suportar integralmente no final do projeto, que termina a 31 de dezembro de 2017, ainda referente aos Jogos do Rio de 2016. Vai o Instituto Português do Desporto e Juventude assumir um aditamento, para que possa ser reposta esta diferença”, acrescentou João Paulo Rebelo.

O secretário de Estado mostrou-se também surpreendido com a reação das federações: “O COP está informado de tudo isto e até hoje pensava que todas as federações desportivas também tivessem conhecimento desta matéria.”

No mesmo dia, uma nota subscrita por nove federações dava conta da inquietação pelo alegado ‘corte’.

“O COP comunicou às federações integradas no programa de preparação olímpica que as verbas relativas à preparação entregues iriam ter um corte de 50% até ao final do ano, sem que seja possível afirmar quando e em que extensão tais verbas serão repostas”, referia a nota, considerando a situação particularmente grave porquanto decorre ainda o chamado ‘ano de transição’ Rio2016 e não há sinais de conclusão do Projeto Tóquio2020, apesar do trabalho entre as federações e o COP ter terminado antes do final do primeiro semestre do ano”.

A nota foi subscrita pela Federação Académica do Desporto Universitário, pela Federação de Ginástica de Portugal, pela Federação Portuguesa de Atletismo, pela Federação Portuguesa de Canoagem, pela Federação Portuguesa de Ciclismo, pela Federação Portuguesa de Judo, pela Federação Portuguesa de Natação, pela Federação Portuguesa de Ténis de Mesa e pela Federação de Triatlo de Portugal.

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