Fernando Leite: “Gostava que aparecesse uma claque da Seleção”

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O selecionador Fernando Leite revelou, em declarações ao site da Federação Portuguesa de Natação, que gostava de ter “uma claque da Seleção”.

Portugal foi segundo classificado no Grupo A de Qualificação para o Campeonato da Europa, que decorreu em Rio Maior, esperando agora por conhecer o adversário do play-off, Eslováquia ou Geórgia, em jogos agendados para 24 de fevereiro e 3 de março.

“O público tem de ter um papel fundamental na consolidação da modalidade. Notamos que a aura em nosso redor está a aumentar e em Rio Maior foi um fator complementar e determinante para a nossa motivação. Para quem está envolvido nesta luta é muito importante sentir o apoio da família do polo aquático. Gostava que aparecesse uma claque da Seleção em que o incentivo e apoio fossem espontâneos, em que a festa do polo aquático fosse motivo para juntar um grupo, em que as cores da Nação fossem não clubísticas, em que os cânticos entoassem de forma uníssona e emotiva e que a desvalorização a que o nosso desporto é muitas vezes votado fosse motivo extra para aglutinar as pessoas e engrandecer ainda mais a dedicação que cada um de nós presta a esta nobre causa”, afirmou o técnico português.

Em análise à fase de qualificação, Leite entende que, “no cômputo geral, a equipa conseguiu “ter a disciplina e a humildade necessárias que o momento exigia”.

“Atingimos um crescimento exponencial na abordagem ao jogo, nas suas diferentes fases da defesa em igualdade e inferioridade, transições defensivas e ofensivas e ataque em igualdade e em superioridade. As duas vitórias alcançadas frente à República Checa e à Lituânia foram difíceis, o que exigiu dos jogadores um grande esforço para atingir esse fim. É verdade que perdemos um jogo pela margem mínima, sendo que na prática foi por um golo, mas na teoria foi por dois golos, já que, para ganhar, precisávamos de mais 2 golos (1 pelo que perdemos mais 1 para garantir a vitória). Encaramos o jogo com uma grande vontade de sairmos vitoriosos, sentimos a proximidade do nível competitivo e gostamos da sensação. Não tivemos o medo necessário para não o perder. Fomos postos à prova numa tarefa difícil e tivemos maturidade de jogo em momentos decisivos. Houve outras ocasiões em que não fomos capazes, mas vamos aprender como lidar com essas situações no futuro”, referiu o selecionador luso.

Para Fernando Leite, “a longo prazo, o trabalho a realizar é de introduzir um modelo de jogo tendo em conta as nossas características; a médio prazo, o trabalho centra-se na implementação de abordagens ao treino mais direcionadas para o jogo; a curto prazo, o trabalho cinge-se no melhoramento contínuo do preparo mental, nutricional, condicionamento físico, técnico e tático”.

Segundo o técnico nacional, a equipa portuguesa tem de “ter rigor no processo de treino e, aqui, é fundamental a preparação que é feita nos clubes durante a semana”, abrindo a porta da seleção a todos: “Qualquer jogador é candidato a ser selecionado, como tal, deve ter o empenho e a crença na evolução e ter o amparo de quem o orienta nesse sentido”.

Créditos da foto: Facebook da FPN

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