Miguel Pires: “Sozinhos não vamos ser capazes de elevar o nosso nível”

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O selecionador Miguel Pires considera que “há um certo sentimento de frustração” após Portugal falhar a qualificação para o Europeu de 2018 em Barcelona.

A Seleção Nacional perdeu frente a Israel por 14-10 em Netanya e 11-9 no Jamor, nas duas partidas do play-off de acesso ao Campeonato da Europa.

“Apesar de termos perdido os dois jogos do ‘play-off’, ficamos com a sensação que valemos mais do que os números espelham. Mas isto é desporto de alto rendimento e temos de saber lidar com esta realidade. Esta forma de apuramento é perigosa para as equipas que disputam poucos jogos como é o caso da nossa seleção”, referiu o técnico nacional, em declarações ao site da Federação Portuguesa de Natação.

“Israel apresentou-se com mais ritmo competitivo que nós, com mais entrosamento. Chegaram ao ‘play-off’ com 14 jogos disputados e Portugal com 3. Desde o último Campeonato da Europa em janeiro de 2016, estes foram os primeiros jogos oficiais que disputamos, o calendário internacional não ajuda”, afirmou.

“Estarmos situados num canto da Europa, o que também não contribui para esse maior numero de jogos.  Há muito para fazer no dia a dia, para um crescimento a nível competitivo. As seleções regionais são uma boa forma também de proporcionar desenvolvimento às nossas jogadoras”, lembrou o selecionador.

“A nossa equipa teve muitos momentos positivos durante estes jogos, crescemos muito desde o primeiro minuto, temos que continuar não podemos esmorecer. Estamos cientes de que temos uma equipa com uma média de idades de 22 anos, é muito nova, tem grande margem de progressão. Isso dá-nos alento para o futuro, claro que os alicerces ficavam mais sólidos com um apuramento para Barcelona, mas temos que continuar a aposta no crescimento desta equipa”, frisou o técnico.

“Com mais horas de jogo conjunto as rotinas vão crescer e a confiança vai voltar. Em junho vamos participar nos jogos mediterrâneos, uma competição que nos motiva que nos vai ajudar a crescer vamos jogar com países de muito nível. A federação tem procurado proporcionar as melhores condições às equipas nacionais, há um esforço nesse sentido, mas estamos conscientes que sozinhos não vamos ser capazes de elevar o nosso nível”, concluiu.

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