Paredes sugere “avaliação criteriosa” da FPN à alteração das fases finais dos Grupos de Idades, Fluvial pondera não participar

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A Direção do Paredes sugere que a Federação Portuguesa de Natação possa “avaliar mais criteriosamente” a alteração das datas fases finais dos Grupos de Idades, “antes de qualquer medida mais extrema por parte dos clubes”, lê-se numa nota do clube partilhada publicamente esta segunda-feira à noite pelo dirigente Pedro Ferraz.

Recorde-se que Alfonso Merino, treinador do Fluvial Portuense, lançou na sexta-feira duras críticas sobre o vice-presidente da FPN, Jorge Cruz, acusando-o de mentir sobre a razão que esteve na base da alteração de datas das fases finais de Grupos de Idades.

Posição do Paredes (texto completo):

Uma mensagem recente do presidente da Federação Portuguesa de Natação, pública no sítio eletrónico desta instituição refere o seguinte: “(…) propomos uma natação inclusiva de todos os agentes (atletas, dirigentes, árbitros, encarregados de educação); com todos (clubes, associações, escolas, universidades, estado) e para todos (de norte a sul, e de este a oeste; do continente às ilhas, do interior ao litoral) num desígnio de coesão desportiva, social e territorial (…)”.

Este decreto de intenções, mais do que sensato, é nobre.

Pena é que não se verifique nas reais ações desta federação, pelo menos no que respeita à interação com os clubes de polo aquático.

Esta última alteração, inusitada e realizada sem auscultação dos seus membros (clubes) e das suas representações regionais, em concreto a ANNP, é apenas mais uma situação que se acrescenta a um rol de decisões tomadas unilateralmente, por várias vezes contrariando a vontade expressa pelos demais.

No que se refere estritamente à alteração das datas dos Campeonatos Nacionais dos grupos de idades, não condenamos a mudança em si mesma.

Aliás, acreditamos que, a intenção de gestão de recursos e otimização de momentos tem toda a lógica, numa modalidade curta de recursos financeiros.

Porém, quando estamos no topo da hierarquia, não podemos iniciar a gestão por cima.

Os clubes, altamente dependentes de pais e familiares dos seus atletas, autarquias ou outras entidades não diretamente relacionadas com a modalidade, não têm a flexibilidade para alterar os compromissos a seu gosto e preferência.

Daí que, antes de qualquer mudança, deveria ter sido analisada a opinião e intenção dos clubes e perante a situação maioritariamente escolhida, proceder-se-ia a alterações (ou não).

Reconhecemos o bom trabalho que tem sido desenvolvido com as seleções nacionais e nem nos atrevemos a questionar a pertinência da participação no Jogos Mediterrâneos 2018.

Mas até aqui vemos que não seria de todo necessária a mudança dos campeonatos nacionais dos grupos de idade.

Quanto muito, alterar-se-ia apenas o escalão sub-18, onde poderão haver alguns jogadores passíveis de serem selecionados, para a seleção do respetivo género.

Antes de qualquer medida mais extrema por parte dos clubes, acreditamos que a NOSSA federação, esta entidade que nos representa e defende os interesses da modalidade, na qual trabalhamos diariamente, irá avaliar mais criteriosamente esta situação e atuar de forma a satisfazer o interesse comum.”

Na sexta-feira, o Fluvial Portuense anunciou que está a “ponderar não participar em nenhuma fase final de grupo de idades”.

“Em face da tomada de decisão da FPN, que se mantem irredutível, demonstrando enorme falta de respeito pelos atletas e pelo trabalho desenvolvido pelos Clubes, que dentro das suas limitações efetuam o s/ planeamento em face do quadro competitivo estabelecido pela própria FPN, colocamos à discussão de Todos, o que pretendemos fazer? Ao contrário do referido pelo senhor Vice Presidente da FPN, Jorge Cruz, quando refere que foi uma decisão atempada, mas contrária ao que há cerca de um mês nos garantiram, quando os questionamos sobre as datas das Fases Finais dos grupos de idades, em face da participação nos Jogos Mediterrâneos, que apenas poderia ter que ser alterada a Fase Final dos Sub-18. A FPN deve duma vez por todas perceber que os Clubes e as Associações Territoriais, são a essência da s/ existência e não podem continuar a ignorar-nos! Nestes moldes, o Clube Fluvial Portuense pondera não participar em nenhuma fase final de grupo de idades”, lê-se num email partilhado por José Marques, dirigente da secção de polo aquático do clube portuense.

Está, para já, agendada uma reunião dos clubes da ANNP para quinta-feira, pelas 21h00, no edifício sede desta associação, tendo como ponto único de discussão este assunto.

Créditos da foto: Paredes Polo Aquático Facebook

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