Recordar bons velhos tempos com “sereias e trintões”

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O meu baú cheio de memórias e de vez em quando passo em revista para me lembrar de bons e velhos tempos.

Desta vez, fazer lembrar o que era a Comunidade da natação deve-se a homens e mulheres que abandonaram a prática das competições, mas gostavam de vez em quando conviver uns com outros para recordar “Bons e velhos tempos”.

Com objetivo de um convívio anual entre eles, um grupo de ex-nadadores que abandonaram as suas atividades nos anos 50 reuniram-se nas instalações do Clube Nacional de Natação. Em S. Bento, com ideia de se juntarem e objetivo de um convívio anual entre eles.

Após constituírem um grupo que saíram de antigos nadadores, do Nacional, Pedrouços, Belenenses, Adicense e Algés, que constituíram um Círculo de Antigos Nadadores, muitas décadas se reuniam para um banho evocativo, que servia de protesto para uma almofadada da altura.

Estes encontros, de acordo com o grupo, procediam-se em diversos locais, onde a modalidade estava em franco movimento na altura e onde era rei. Foram vários os locais, que até perpetuaram marcas de mármore colocadas em cais de piscinas. Aproveitava-se estes momentos para homenagear figuras ligadas a modalidade, assim como as instituições com feitos relevantes na área do ensino.

E, verdade, que os “carolas” eram sempre os mesmos e com o correr dos tempos foram desaparecendo estes convívios e na década de 70 deixou-se de organizar.

Até que, nos anos 90, houve uma tentativa de se voltar a organizar estes encontros entre “Sereias e Trintões”, houve um ex-nadador olímpico, Fernando Madeira, que com a sua “carolice”, amante destes convívios, lembrou-se, por iniciativa própria, reunir um grupo de antigos praticantes e levou a efeito na Piscina do Inatel, na Costa da Caparica, um grupo de perto de 150 pessoas, maioria antigos nadadores em confraternização que denominou de STTTC (Sereias e Trintões de Todos os Tempos).

Foi uma autêntica reunião de saudade, onde a grande maioria dos presentes se conheciam uns aos outros, mas em alguns casos não se lembravam dos nomes.

Com o banho de saudade para alguns dos presentes, seguiu-se uma almofadada à altura, em que todos se voltariam a tratarem-se por tu e confraternizarem até final, pedindo ao responsável pela ideia para que se repita o momento todos os anos. Facto que até à data nunca mais aconteceu…

Aproveitando o bom momento que existe, que são os “Masters”, onde pelo menos por duas alturas por época se reúnem em confronto em Campeonatos Nacionais, onde se reúne um largo número de ex-nadadores, eu pergunto porque não se voltar a estes convívios, de saudades, de antigos companheiros, que já se retiraram definitivamente, mas que gostavam de conviver e lembrar tempos de grandes convivências amistosas. Como dizia um ex-nadador que foi o jornalista de A Bola, Homero Serpa, que desta vez ficaram com imensa pena de não nadarem “nem na piscina nem no tacho”.

 

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